Igreja do Pequeno Grande




Informações importantes

  • Local: Igreja do Pequeno Grande
  • Data: 09/04/2011
  • Horário: 19:30
  • Endereço:
    - Avenida Santos Dumont, 55 - Centro – CEP: 60150-160
    - Fortaleza – CE
    - Telefone: (85) 3252-2747

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História

A história da Igreja do Pequeno Grande inicia-se em 5 de agosto de 1856, quando a Lei 759 criava em Fortaleza a primeira casa de educação e recolhimento de meninos órfãos. Em 1866 extinguiu-se aquela casa pioneira e foi criado o Colégio das Órfãs, sob a orientação das irmãs de São Vicente de Paulo e já com o nome de Imaculada Conceição.

A primeira Superiora foi a Irmã Margaret Baset que faleceu em 1887. No seu lugar ficou a irmã Gayné em cuja administração foi construída a capela do Pequeno Grande ou Capela da Imaculada Concepção em 1903.

A Igreja do Pequeno Grande se insere em um esplêndido conjunto arquitetônico, formado pelo Colégio da Imaculada Conceição, ocupando um quarteirão em frente à Praça Figueiras de Melo onde se encontram a escola Normal, a Escola Justiniano de Serpa e a Escola Jesus, Maria e José, esta situada na lateral oeste.

A história da Igreja do Pequeno Grande esta intimamente ligada à história do Colégio da Imaculada Conceição. A Igreja tomou o nome de uma imagem milagrosa de Jesus Cristo da Boêmia.

A pedra fundamental foi lançada em 1896, pelo Pe. Chevalier como capelão do Colégio. As obras sofreram paralisação um ano depois, sendo reiniciadas em 1898, até a sua conclusão em 1903.

Os recursos para as obras vieram de doações das próprias irmãs e de diversas instituições. A estrutura metálica foi trazida da Bélgica e a montagem esteve à cargo do mestre de obras Deodado Leite da Silva. A planta da igreja consta de uma nave única com pórticos de perfiles metálicos em forma de H que formam sua estrutura de coberta, o telhado com inclinação acentuada formando um ângulo obtuso bastante fechado gerando um teto pontiagudo, pouco comum em nossa arquitetura. No abside se apresentam os perfis como médios pórticos formando um polígono. Aparece outro elemento metálico que são os cabos de aço cuja função é evitar o empuxo da estrutura no sentido horizontal. Nas paredes laterais as rosáceas lobuladas que também servem de elementos estruturais e porque não dizer decorativos. As paredes de tijolos não tem função estrutural, já que a estrutura está concentrada nas colunas e pórticos de ferro.

Do ponto de vista cronológico, provavelmente a primeira obra de arquitetura de ferro do Ceará foi a nova capela do Colégio da Imaculada Conceição, mais conhecida por Igreja do Pequeno Grande, iniciada em 1896. Ela vinha substituir a pequena e antiga capela do Colégio, ainda hoje de pé.

A Igreja tem vão único, sendo contornada exteriormente por paredes de alvenaria de tijolos sem função estrutural. Conforme os padrões neogóticos adotados no país, possui uma torre axial única. A coberta, íngreme, é revestida com telhas planas de ardósia, material cuja imitação entrou em moda nos avarandados de muitas casas fortalezenses na época. O respaldo das paredes exteriores é pontuado com pináculos e os vãos nelas inseridos aparecem coroados por tímpanos ogivais, cegos e argamassados, na ocasião, já comuns na cidade. Todos esses vãos estão preenchidos por vitrais exibindo efígies de santos correlacionados com a irmandade, principalmente na abside, cujos paineis de contorno se desdobram em planos amplos. No interior da igreja, figuram excelentes obras de marcenaria (Retângulo e púlpito) trabalhadas com motivos neogóticos em pinho de Riga. No forro que acompanha a inclinação das abas de coberta aparecem pinturas devotas. Há um grande número de imagens de terracota, todas executadas por Heaulne Busine, da cidade de Lille, na França.

Há referências de que a estrutura da Igreja teria procedência belga e o autor do projeto seria Isaac Correia de Amaral, cearense de Guaramiranga educado na Alemanha e amante de arquitetura.

Amaral foi responsável por outros projetos fortalezenses do período, tais como a Igreja dos Remédios, no Benfica, hoje com interiores alterados, e o de um teatro inconcluso e posteriormente demolido no meio da Praça Masques de Herval (Praça José de Alencar). Amaral em outros projetos e neste, fez parceria com o já mencionado engenheiro escocês Robert Gow Blasby, radicado no Ceará desde o último decênio do século XIX, provável encarregado de definir os elementos construtivos dos projetos.

A estrutura de Ferro foi montada com o auxílio do mestre de obras Deodato Leite da Silva.

O templo é dedicado à Nossa Senhora do Carmo, e foi inaugurada com a benção dos beneditinos. Ele também foi todo decorado com peças francesas. O altar, o piso e todas as imagens vieram da França, marcando a influência européia em Fortaleza. Em 1996 a Igreja passa pela primeira vez por uma grande reforma. O teto, piso, pintura (respeitando sempre o estilo original) e rede elétrica foram reformados.

Os sinos da Igreja são de 1903 e vieram da França. São três sinos no total, sendo o primeiro com o som Mi, pesando 100 quilos, o segundo com som de Fá e pesando 85 quilos, e o terceiro com som de Sol e pesando 72 quilos.

Os sinos em 1983 foram adaptados para tocar computadorizados e tocarão apenas o que chama-se de festa, ou seja, repicam.